Desconstrução do ideal de masculinidade

Desde a infância existem condicionamentos sociais pautados no gênero. É Comum ouvir as expressões como ”homem não chora”, ”homem tem que ser forte”, “homem não veste rosa”, “isso é coisa de homem”. Essas informações acabam sendo naturalizadas e incorporadas na sociedade e reforçam estereótipos de masculinidade que precisam ser desconstruídos.

Já convencionado que os homens, de cor branca e de orientação heterossexual, estão no topo da pirâmide social, têm lugar de fala privilegiado na sociedade e ocupam os melhores cargos e posições de lideranças no mercado de trabalho. Em contrapartida, têm dificuldades de expressar os próprios sentimentos e emoções, estão mais expostos ao consumo exagerado de álcool e drogas e sofrem de depressão em silêncio, porque se recusam a procurar ajuda profissional.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os homens cometem suicídio quatro vezes mais do que as mulheres no Brasil. Um dos motivos é que lutam para se enquadrar em um ideal de masculinidade inalcançável. E para discutir sobre a Desconstrução do ideal de masculinidade, o UFPA debate convidou:

Eric Alvarenga, que possui graduação, mestrado e doutorado em Psicologia pela Universidade Federal do Pará. É professor efetivo do curso de Psicologia da UFPA, coordenador do Grupo de Estudos em Saúde na Amazônia e do grupo Homens, Gênero e Saúde na Amazônia. Fábio Estumano, que é professor da carreira do ensino básico, técnico e tecnológico (EBTT) no Instituto Federal do Pará (IFPA), campus Belém. Ele possui mestrado e doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará e é coordenador do projeto Conscientiza do IFPA, criado com o objetivo de despertar a consciência crítica sobre temas polêmicos que precisam ser discutidos, tanto pelos alunos como pela sociedade de modo geral.

E José Carlos Rosa, que é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Pará (PPGA-UFPA) e integrante do Grupo de Pesquisa Sexualidades, Corpo e Gênero (SEXGEN). Tem como temas de interesse de pesquisa: Sexualidade, Gênero, Cultura Material, Comunicação e Cibercultura na sociedade paraense.

Para Eric Alvarenga, desde a infância é convencionado que existe apenas uma forma de ser homem, uma masculinidade hegemônica, mas atualmente “A gente já consegue, pelo menos falar que não existem apenas uma maneira de ser homem, existem várias e isso é muito importante de ser frisado”, afirmou o coordenador do Grupo de Estudos em Saúde na Amazônia e do grupo Homens, gênero e saúde na Amazônia.

No programa, discutimos também os problemas decorrentes da masculinidade tóxica e como ela representa um fator de disseminação de violências referentes ao gênero como homofobia, discriminação das mulheres e o próprio crime de feminicídio. Muitos homens reproduzem automaticamente comportamentos considerados próprios da sua condição masculina, sem nenhum tipo de reflexão. Esse debate surge com o propósito de desconstruir essa masculinidade violenta e mostrar que existem outras alternativas. E que os homens também podem passar por um processo de reavaliação de seus comportamentos.

Apresentação: Elissandra Batista
Produção e roteiro: Glenda Duarte
Gravação e montagem: João Nilo e Felipe Rocha
Supervisão e edição: Elissandra Batista e Fabrício Queiroz
Imagem: Reprodução Nova Escola

O UFPA Debate vai ao ar segunda-feira, às 10h e 21h.
Horários alternativos: Quarta-feira, às 19h; e sábado, às 11h.

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