Desmatamento na Amazônia

Nesta edição do UFPA Debate discutimos sobre desmatamento na Amazônia, especificamente em unidades de conservação, prática que é ilegal e teve um aumento considerável nos últimos anos com o ápice entre 2016 e 2017 gerando conflitos na região.

No território brasileiro encontra-se a maior parcela das florestas que compõem o bioma amazônico, 60% estão localizadas no norte do País e os 40% restantes dividem-se entre os outros países latinos. Com o surgimento de pautas como aquecimento global e desenvolvimento sustentável, a floresta amazônica brasileira se destacou internacionalmente, pois vinha sendo explorada desde o período colonial de forma desenfreada e o bioma é indispensável para a manutenção do equilíbrio climático global, além de fazer parte da vida de vários povos tradicionais destas áreas.

Sendo assim, a própria legislação brasileira em conjunto com acordos internacionais como o acordo de Paris criou mecanismos para limitar a exploração dos recursos naturais em unidades de conservação, áreas preservadas e habitadas por povos tradicionais. Porém, as taxas crescentes de desmatamento e queimadas, bem como a fiscalização precária, acabam fazendo com que muitos saiam impunes dessas violações.

A pressão do desmatamento na Amazônia influencia também o aumento dos casos de assassinatos de ativistas ambientais, lideranças de movimentos sociais e representantes de povos tradicionais que, ao tentarem se organizar e tomar alguma atitude contra essa situação, se tornam vítimas da violência no campo. Para esses grupos sociais, há um temor de aumento dos crimes ambientais e das ameaças e mortes relacionadas à questão.

Para debater este tema conosco convidamos a professora Ligia Simonian, pesquisadora do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) dedicada a estudos sobre populações tradicionais, políticas públicas e sustentabilidade. Convidamos também Paulo da Silva, ou padre Paulinho, integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), instituição vinculada à Igreja Católica que defende o desenvolvimento sustentável e os direitos de populações tradicionais da Amazônia.

Entre os pontos tratados no programa, a professora Ligia discute a carência de fiscalização que favorece as violações que ocorrem na Amazônia. Já o padre Paulo da Silva afirma que não existe nenhuma vontade política de prevenir ou dificultar estes delitos na Amazônia.

Para entender mais sobre as consequências do desmatamento na Amazônia sintonize-se na Rádio Web UFPa, a rádio que divulga conhecimento

Apresentação: Elissandra Batista
Produção e roteiro: Gabriel Souza
Gravação e montagem: João Nilo e Lauro Feio
Supervisão e edição: Elissandra Batista e Fabricio Queiroz
Foto: Cristino Martins / Agência Pará

O UFPA Debate vai ao ar segunda-feira, às 10h e 21h.
Horários alternativos: Quarta-feira, às 19h; e sábado, às 11h.

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