Bullying nas escolas

“Na brincadeira, ambos se divertem, ambos sorriem, e não há intenção de causar dor e sofrimento”. Com esta declaração, a professora da SEDUC Dalva Guedes diferencia o bullying de uma brincadeira. Por muito tempo a prática foi naturalizada no ambiente escolar, mas hoje muitas instituições atuam para prevenir esses casos. Bullying nas escolas é o tema desta edição do UFPA Ensino

Para discutir o assunto convidamos a professora Dalva Guedes, do Núcleo de Tecnologia e Educação da SEDUC, e o professor Elias Hage, da Escola Estadual Rui Barbosa. Contamos ainda com o depoimento da professora Rosely Giordano, do Instituto de Ciências da Educação da UFPA.

De acordo com a professora Dalva Guedes, estudos apontam que o bullying não é exclusividade do mundo contemporâneo. Desde a década de 50, os especialistas já vinham estudando a questão, especialmente na Europa. As pesquisas revelaram que o pouco desenvolvimento moral do indivíduo era um fator determinante para a prática do bullying. Sobre a relação com a escola, a professora destaca que “o campo da escola é a prevenção. A escola precisa se preparar para identificar e planejar ações que possam trabalhar esta questão com os alunos”.

Para prevenir o bullying na escola onde trabalha, o professor Elias Hage junto com outros educadores e em parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH) promoveram uma série de palestras sobre o bullying na escola Rui Barbosa. Apesar dos baixos índices no local, o objetivo do professor é zerar totalmente o número de casos por meio do diálogo e da compreensão de que a prática não é correta.

“Primeiro, sensibilizamos os professores, para que esses professores possam estar sensíveis à percepção desse bullying acontecendo, porque as vezes ele é muito discreto. E a partir disso conversamos com os alunos”, esclarece Elias sobre a metodologia do trabalho.

No programa, a professora Rosely Giordano do Instituto de Ciências da Educação da UFPA comenta os resultados da pesquisa nacional “Violência Escolar: Discriminação, Bullying e Responsabilidade” desenvolvida entre 2014 e 2018. Segundo a pesquisadora, muitas vezes existe uma certa resistência por parte da escola em admitir que a violência ocorre no ambiente. Para a professora, a razão disso é o desconhecimento da fonte geradora do bullying. “Essa forma de violência tem a ver com a estrutura desigual e violenta da sociedade”, afirma.

Os convidados esclarecem as formas de manifestação, estratégias de sensibilização e como a escola e outras instituições devem agir em casos graves de violência. Para saber mais, confira esta edição do UFPA Ensino.

Apresentação, produção e roteiro: Erlane Santos
Gravação e montagem: João Nilo e Genard Silva
Supervisão e edição: Elissandra Batista e Fabrício Queiroz

O UFPA Ensino vai ao ar às quartas-feiras, às 10h e 21h.
Horários alternativos: Sexta-feira, às 19h, e sábado, às 21h.

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