Educação especial para pessoas com altas habilidades

Um aluno muito inteligente e com um desempenho escolar admirável, um gênio. Esta é geralmente a imagem que vem à cabeça quando falamos em altas habilidades ou  superdotação. No entanto, esses estudantes podem apresentar características diversas, entre elas, até mesmo o baixo desempenho escolar.
Para falar sobre identificação, diagnóstico e estratégias que visem melhorar o atendimento a estudantes superdotados, o UFPA Ensino desta semana traz o tema A educação especial para pessoas com altas habilidades. Participam do programa a psicóloga Rosilene Prado, da coordenadoria de acessibilidade da UFPA, além da pedagoga Silvia Oliveira, do Núcleo de Altas Habilidades/Superdotacão do Estado do Pará (NAAHS).Entre as questões abordadas está a flexibilização do ensino. Para a pedagoga Sílvia Oliveira a aceleração é uma forma de flexibilização. Esta consiste não apenas em avançar as séries, mas mesclar o aluno com outros cursos dentro do mesmo nível de ensino ou mesclar com outro nível. “Nós já tivemos, no NAHHS, um caso de uma aluna do ensino fundamental que cursou 6 meses do curso de design da UEPA”, relata a professora.A professora Rosilene fala sobre os esforços que a coordenadoria de acessibilidade está fazendo: “a gente vem discutindo no núcleo [de acessibilidade], elaborando um documento para ser encaminhado à Proeg e ao CIAC sobre a importância desse sistema ser aberto para que ele [aluno com altas habilidades] possa ter acesso a disciplinas de outros cursos”.

Em discussão, ainda, aspectos como as particularidades da legislação brasileira sobre educação especial e inclusiva para esses casos e os desafios para a formação de professores para essa especialidade.

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