Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC.

Alfabetizar na idade certa ainda é um desafio para a educação brasileira. E cumprir esta meta é o objetivo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, o PNAIC.

Nesta edição do UFPA Ensino conheça as ações do Pacto com foco na formação continuada de professores no Estado do Pará. Participam da discussão, a coordenadora estadual do PNAIC na SEDUC, professora Rosana Manito e a formadora do PNAIC em Ananindeua, Giselle Queiroz. O programa conta ainda com o depoimento da professora da UFPA Eliana Felipe que coordena o projeto de pesquisa “A produção da docência na concepção e nas práticas de formação continuada do Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (PNAIC)”.

Embora exista uma idade recomendada para a alfabetização, é importante respeitar o tempo de aprendizagem da criança, para que o processo não se torne mal sucedido. O alerta é feito pela coordenadora estadual do PNAIC na SEDUC, professora Rosana Manito. Segundo a professora o PNAIC é fundamental para garantir práticas educacionais eficazes na alfabetização. “Existem mais de 12 milhões de crianças em idade escolar e nós queremos que essas crianças aprendam através da ludicidade e da brincadeira queremos também que os professores reaprendam as suas práticas, refaçam suas práticas e considerem as novas metodologias”.

Em Ananindeua, aproximadamente 300 professores atuam como alfabetizadores. Uma das formadoras do PNAIC no município é a professora Giselle Queiroz. Ela recorda que além de alfabetizar, o PNAIC também traz a proposta de letrar, isto é, trazer as vivências do mundo para as crianças, o que vai além de saber ler, escrever ou fazer contas básicas. Segundo a profissional, os momentos de formação proporcionam muito aprendizado para os professores. “As formações são pensadas não apenas para os professores receberem as informações, mas acima de tudo para eles compartilharem informações, as experiências e os saberes deles”.

A pesquisadora da UFPA Eliana Felipe concorda que os professores formados pelo PNAIC reconhecem a importância dessa troca de experiências, uma vez que a metodologia prevê tais momentos. No entanto, a professora Eliana alerta para o risco de homogeneização do processo educacional, o que seria ruim, pois pode não considerar as particularidades locais. “Quando você tende a ter uma política nacional você acaba subsumindo essas características que são próprias às escolas, aos professores e às crianças”.

No UFPA Ensino, as professoras discutem outras questões como a evasão escolar, as instituições parceiras, a metodologia adotada nas formações, os impactos das distorções idade-série, além dos principais desafios para melhorar a alfabetização no Estado.

Compatilhe !

Id:4367