Cinema, protagonismo e juventude na Terra Firme

Mostrar a periferia como poucos conhecem, que não estava estampada nas capas de jornais e quase não aparecia na televisão, foi o desafio assumido por estudantes da Escola Brigadeiro Fontenelle. Após a chacina de 2015, que vitimou jovens da Terra Firme e de outros bairros periféricos de Belém, os alunos passaram a ocupar espaços públicos e a produzir arte nas mais variadas formas. A iniciativa começou com a professora de Língua Portuguesa Lília Melo, mas foram os jovens que abraçaram e decidiram levar adiante o projeto.

Nesta edição do UFPA Entrevista conversamos com a professora que, em 2018, ganhou o prêmio do MEC Professores do Brasil na categoria ensino médio graças à essa iniciativa com os alunos do bairro. No programa, a professora relembra momentos decisivos para a continuidade do projeto, como o lançamento do filme Pantera Negra, ocasião em que envolveu os alunos em um debate sobre a representatividade negra no cinema e a ocupação de espaços culturais pela juventude de periferia.

Lilia Melo fala ainda das parcerias com coletivos e instituições, bem como dos resultados já alcançados ao longo desses três anos. Entre as ações, destaca-se o Cineclube T.F, que funciona como um espaço de formação, diálogo e reflexão entre os jovens do bairro da Terra Firme. Para saber mais acompanhe esta edição do UFPA Entrevista.

Apresentação: Fabrício Queiroz
Produção e roteiro: Erlane Santos
Gravação e montagem: João Nilo Ferreira
Supervisão e edição: Elissandra Batista e Fabrício Queiroz
Foto: Cineclube T.F.

O UFPA Entrevista vai ao ar todas as segundas-feiras e quartas-feiras, às 15h, e nas terças e quintas às 19h.

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