Laboratório de Estudos Bioantropológicos em Saúde e Meio Ambiente – LEBios

No UFPA Pesquisa dessa semana, conhecemos o Laboratório de Estudos Bioantropológicos em Saúde e Meio Ambiente (LEBios), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) da UFPA, o primeiro do país a ofertar mestrado e doutorado na área da Bioantropologia.

Participam dessa edição o coordenador do LEBios, professor Hilton Pereira da Silva, doutor em Bioantropologia pela Ohio State University, nos Estados Unidos, e duas integrantes do laboratório e doutorandas do PPGA, Ariana Silva da Silva e Lígia Amaral Filgueiras.

Durante o programa, os convidados explicam o que é a Bioantropologia, nome atual de uma antiga disciplina chamada Antropologia Física, área fundadora da Antropologia no século XIX e hoje aprimorada com os conhecimentos da biologia e da genética. Os três também comentam como a Bioantropologia se volta para a relação do ser humano com seu ambiente e para questões sobre saúde e doença, e como isso tem uma vertente prática, que busca contribuir para o aprimoramento de políticas públicas para as populações da Amazônia.

Nesse sentido, uma das pesquisas realizadas pelo professor Hilton é o estudo dos impactos da hidrelétrica de Belo Monte para a saúde das populações circundantes, que avaliou que as exigências do poder público para autorizar a construção e funcionamento da usina não vêm sendo cumpridas. Também com a proposta de apresentar dados científicos para embasar a tomada de decisões governamentais, o professor Hilton coordena, no Pará, uma pesquisa nacional sobre a efetividade do Programa Mais Médicos. Nas etapas do estudo já realizadas, foi possível observar melhoria nos indicadores de saúde dos municípios e satisfação da população com os atendimentos humanizados dos profissionais cubanos. “A lição que fica é que é possível fazer atenção básica de qualidade. Basta vontade política e formação adequada”, diz o coordenador do LEBios.

Durante o programa, as duas doutorandas também falam sobre suas pesquisas. Ariana, seguindo a temática estudada do mestrado, a doença falciforme, pretende comparar a identidade social dos sujeitos, ou seja, como se autodeclaram em relação a raça e cor, com sua ancestralidade genômica, já que existe uma questão racial na doença, que tem maior prevalência em negros e pardos. Já Lígia analisa as condições de saúde três comunidades tradicionais da Amazônia nos estados do Pará e do Amazonas, onde as crianças de zero a cinco anos encontram-se abaixo dos padrões recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

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