Videoclipes na Amazônia contemporânea

Nesta edição o Escurinho do Cinema fala sobre videoclipes na Amazônia contemporânea. O bate-papo é com Victória Costa, mestra em Antropologia, que investigou essas produções audiovisuais e relata um pouco sobre as diferentes e plurais percepções que obteve sobre a cidade de Belém a partir desses vídeos.

Victória Costa também é publicitária, bacharel em Cinema e Audiovisual e, atualmente, cursa o doutorado em Sociologia e Antropologia pela UFPA. No mestrado, ela produziu a dissertação “Pelos caminhos da cidade: Experiência e percepção de paisagens em videoclipes na Amazônia contemporânea”

Ela conta que desde o período da graduação decidiu trabalhar com os aspectos relacionados à nossa cultura, discutindo conceitos como identidade e experiência, sempre no meio do audiovisual. Para a pesquisadora, a escolha pelos videoclipes se deve ao fato de ser um gênero pouco explorado no meio acadêmico, que possui uma linguagem ambivalente e única de se estudar.

Na dissertação, seis videoclipes foram escolhidos e analisados, sendo eles: “Vela” e “Devorados”, da banda Madame Saatan; “Live in Jurunas”, de Gaby Amarantos; “Oswald Canibal”, de Henry Burnett; “Velocidade do Eletro”, da Gang do Eletro; e “No meio do pitiú”, da cantora Dona Onete. Victória Costa analisa essas produções e trata das diferentes perspectivas que cada um traz para se pensar na imagem de uma Amazônia contemporânea.

Durante a discussão, a doutoranda reitera a ideia de como é importante se ter um olhar sobre o que é produzido em Belém, pensando na cidade para além da ideia da fauna e da flora ou de narrativas prontas. Para ela, é fundamental pensar nas pluralidades que a cidade apresenta e afirma: “Cada vez mais se mostra importante que nós mesmos façamos essas novas imagens dessas ‘novas Beléms'”, diz.

Para saber mais sobre a dissertação “Pelos caminhos da cidade: Experiência e percepção de paisagens em videoclipes na Amazônia contemporânea”, não perca esta edição do Escurinho do Cinema!

Apresentação: Fabrício Queiroz
Produção e roteiro: Ana Rosa Batista
Gravação e montagem: Felipe Rocha
Supervisão e edição: Elissandra Batista e Fabrício Queiroz

O Escurinho do Cinema vai ar todo sábado, às 17hs.
Horários alternativos: domingo, às 20hs; terça-feira, às 17hs; e quinta-feira, às 14hs24

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