“Mês do Orgulho LGBT”
Memória Musical
Rádio Web UFPA
Programa especial conversa com Moisee, cantor e produtor musical paraense
O programa Memória Musical normalmente fala sobre a vida de obra de artistas da música brasileira ou internacional, mas desta vez, o programa produzido especialmente para celebrar o Mês do Orgulho LGBT chega de cara nova. Durante cerca de uma hora o programa tem música, mas também entrevista com um convidado muito especial: o artista LGBT, cantor e produtor musical paraense, Moisés Souza Malcher, mais conhecido como Moisee. O programa foi idealizado para falar de música, de arte, mas também contribuir para o debate social das temáticas que envolvem gênero e sexualidade. E nesse sentido, o Memória especial em sua abertura explica o significado desses termos, por vezes, ainda pouco compreendidos: “Gênero é sobre quem você é, enquanto sexualidade é sobre por quem você se atrai. E as duas coisas não têm necessariamente uma relação direta com o sexo com o qual a gente nasce. Ou seja, ser homem ou mulher, ou alguém não binário, é um processo contínuo de autodescoberta e interação com o mundo, que merece todo acolhimento e respeito!” explicam as apresentadoras.
Moisee, que além de cantor e produtor musical é também estudante de Publicidade e Propaganda da UFPA, é considerado uma das novas estrelas da música pop paraense. No início deste ano, ele subiu ao palco como Aposta Psica 2026, espaço de destaque da edição do reconhecido Festival de música da Amazônia, que acontece em dezembro. No Memória Musical, Moisee fala de trajetória, dos desafios de início da carreira, e em especial para um artista LGBT. Fala também das principais influências musicais e artísticas e apresentou suas principais músicas: como “O verão não acabou”e “Garoto sensacional”. O programa completo você escuta no portal da Rádio Web UFPA , mas também no Spotify.
28 de junho – marco histórico
O “Mês do Orgulho LGBT” é resultado de um marco na luta e resistência do movimento, que relembra a rebelião ocorrida em Nova York, no final de junho de 1969, quando frequentadores do bar Stonewall, cansados da perseguição e violência policial, decidiram resistir. Era a madrugada do dia 28 de junho de 1969, e iniciava alí um marco histórico para os direitos civis da comunidade hoje nominada por um conjunto de letras LGBTQIAPN+, onde estão representadas a grande diversidade de identidades de gênero: lésbicas, gays, bissexuais, trans e travestis, queer, intersexo, assexuais, agêneros ou arromânticos, pansexuais e polissexuais, não-binários e o “+”, representando outras identidades e orientações sexuais não mencionadas na sigla e gêneros fluidos.
FICHA TÉCNICA:
Apresentação e Produção: Yuriel Souza e Salime Nogueira
Roteiro: Álvaro Amaral
Gravação e Montagem: Luane Pimenta
Publicação: Breno Reis
Supervisão Geral: Professora Rosane Steinbrenner